Esse eu escrevi pra contar pra você que:

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Quando você chegou, eu era uma menina aprendendo a ser feliz, mas com medo da felicidade que outra pessoa poderia me dar. Porque eu não sabia se acreditava mais nisso. E no fundo, tinha até medo de acreditar.

Eu pensava estar bem assim. Na minha zona de conforto que parecia liberdade – de fato, eu não estava mal – Mas a verdade é que o que era bom, desde que você chegou, ficou melhor.

Todos os dias, mesmo que nem sempre pareça, você me faz tentar ser alguém diferente de maneira positiva. Por mim mesma, mas mais ainda por nós. E acredite, admitir isso, é uma grande prova das minhas tentativas.

Porque o que eu nunca fiz por ninguém, por você e com você, eu faço. Que é dar uma chance para que, pelo menos uma vez, o meu sentimento seja maior que o meu pensamento.

É difícil? É, bastante. Lutar com o que a gente se acostumou a ser, mesmo que de maneira errada, porque não somos o que a vida nos transforma, mas sim a nossa essência, pode doer às vezes. E, machucado, a gente aprende a machucar. Por isso, antes de mais nada, eu queria te pedir desculpa se em algum eu te machuquei. Sei que existiram. E te peço perdão por cada um deles.

Eu acreditava que era alguém difícil de amar. Mas percebi que difícil mesmo era me permitir estar no amor. E você tem me ensinado isso, mesmo que sem intenção.

Obrigada por ser pra mim algo que ninguém nunca foi. E por me tornar algo que nunca ninguém conseguiu ser pra você também. Não existem pessoas erradas, mas existem pessoas certas, e certamente, você conseguiu ser a minha. Não só a certa, mas também a favorita.

É só com você que eu quero assistir Stranger Things, andar de carro de madrugada, procurar algum lugar pra comer, dividir as contas no restaurantes caros, pagar às vezes porque eu sou legal, deixar você pagar às vezes também pra ser um namorado cavalheiro, ir nos shows das nossas bandas favoritas, fazer comida mesmo que não seja tão gostosa, evoluir e ser alguém melhor.

É só com você que eu quero conversar até de madrugada. Aprender a contar as coisas difíceis que eu não costumo contar pra ninguém. Ouvir as suas coisas difíceis também. Dar risada nos momentos de alegria. Comemorar conquistas. Celebrar vitórias. Começar e terminar ciclos.

E, principalmente, aprender o que é amar de verdade.

E, sim, eu poderia fazer todas essas coisas ou a maioria sozinha ou com outra pessoa, mas se não for com você, não tem tanta graça. Por isso, espero muito que você queira viver tudo isso comigo também, porque ainda tem muito mais, só não coloquei tudo pra lista não ficar muito grande.

Obrigada por esses meses que tem me feito perceber que amar é aprender. Amar é fazer o que você nunca fez antes. Amar é ser menos eu e mais nós.

 

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Sabe aquelas pessoas que transbordam?

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Sei que é clichê dizer isso. Mais clichê ainda é falar ”comigo é de verdade mesmo.” Mas, como eu realmente transbordo, já que é pra ser clichê, vou ser tudo isso e mais. Reafirmando que, sim, eu transbordo. E comigo é um transbordar e tanto.

Quando eu sorrio, não quer dizer que estou feliz, é o meu estado normal. Eu quase sempre tento sorrir. Quase sempre tento parecer bem. E quase sempre estou. Quando acontece algo, por mais que eu seja bem ruim nessa coisa de disfarçar, eu tento continuar com essa feição boa no rosto. O meu meu sorrir é normal. Não significa que algo maravilhoso precisa estar acontecendo. Porém, gostaria se estivesse e gosto muito quando, de fato, está. Só que como a vida é feita de altos e baixos, tem dias que eu sorrio mais.

E esses dias sorrio mais são quando dou risada que faz a barriga dor, aquela alta e forte, que faz até tem tá de fora e parar para olhar e falar ”Que risada gostosa”. Quando rio tudo, sem vergonha de parecer boba ou infantil demais. Quando até o maxilar tá doendo de tanto gargalhar. Aí sim, tô feliz. É um dia bom. Me chama que eu vou. Vamos mudar o mundo. Amor é a coisa mais linda. Vamos todos nos amar. Já considero pacas. Felicidade está nas pequenas coisas. Eu não preciso de muito para ser feliz. Entre tudo que você pode imaginar de bom. Tipo uma menina com os cabelos voando, sorrindo e mexendo os braços do lado de fora da janela de um carro andando a 120 km por hora. Imaginou isso? Então, essa sou eu feliz. (Mas mãe, eu nunca fiz isso, tá? É só imaginação)

Entretanto, quando eu fico mal, não precisa ser muito. Uma gotinha. Uma faísca. Uma chama acessa já causa um incêndio de sentimentos dentro do meu coração. Porque, como eu disse, meu estado natural é tentar sorrir naturalmente sempre, então qualquer coisa fora disso já acorda o vulcão adormecido em mim. E eu entro em erupção. Se é pra ficar mal, eu fico muito. se é pra ficar triste, eu fico muito. Se é pra chorar, eu choro muito. Não existe essa coisa de meio termo de sentimentos comigo. Se é pra sentir, então eu não só sinto, como sou.

Mas sei que isso não é tão bom. Pois nada que faça alguém perder o controle é. Quando as coisas transbordam, geralmente, elas são assim mesmo: incontroláveis. E, como não gosto de coisas incontroláveis, por mais contraditório que isso seja, tento me conter. Tento. tento. tento. Mas aí explodo. Porque eu, realmente, realmente mesmo, transbordo. E não é tentando me conter que melhoro. Pelo contrário, só pioro.

Com tudo isso eu aprendi o seguinte. Eu transbordo, isso é um fato. Eu penso muito, falo muito, acho muito e sinto muito também. Tanto nas coisas felizes, quanto nas tristes, é ao perceber isso, desde muito novinha, eu aprendi me conter. O que foi bem errado. Já que eu vaso sentimentos, ao invés de tentar segurar a porta e não deixar a força deles saírem derrubando tudo, o melhor que eu faço é abrir as janelas, trancar menos as portas e, aos poucos, soltando tudo que sou. Com meus acertos e erros, qualidades e defeitos, já que ninguém é perfeito, né? Não fazer tanta força pra sorrir, nem segurar tanto para chorar, deixar eu ser quem eu sou. Assim pelo menos eu não me machuco e não estouro a ponto de machucar outra pessoa também.

Você transborda? Então aprenda a se deixar soltar.

Por você e para ser melhor para você.

Uma vez eu ouvi uma frase mais ou menos assim que me fez refletir e pensar em melhorar: entre o 08 e o 80 existem outros números que podem fazer a diferença.

 

 

Pequenos detalhes

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Talvez, às vezes, vocês tenham visão diferente das coisas. Talvez vocês errem tentando consertar. Talvez a maturidade resolva. E talvez o erro está mais em você do que em qualquer outra pessoa. E eu sei que falar isso, em pleno século vinte e um, quando existe uma luta – boa! – tentado mostrar que nós, meninas e mulheres, não somos as culpadas pode ser contraditório e fora da casinha. Mas, o que eu quero te dizer, não engloba um gênero, e sim pessoas. Existem coisas em você que, para o seu melhor, precisam, sim, ser mudadas. Não por ninguém. Por você.

Coisas que se você não mudar, em qualquer relacionamento, até mesmo de amizade, vão te fazer mal, sabe? Pois, infelizmente ainda é uma verdade que existem pessoas que podem ser tóxicas para nós. E eu gosto de acreditar que essas pessoas não são ruins. Inclusive ler um texto desse pode até ser bom para elas. Assim como é para você que está lendo ou eu mesma que estou escrevendo porque também preciso ler. Afinal, a gente só escreve do que sente. Eu, pelo menos, sou assim. Mas a verdade é que, por mais que seja difícil, de acreditar e pensar nisso, pode ser que, às vezes, até nós mesmos somos as pessoas tóxicas de alguém. E nós também somos bons. Assim como os outros. Só não somos perfeitos. E o que nos ajuda e se parássemos para analisar, pensar um pouco e tentarmos entender nós mesmos. Dessa forma poderíamos até mesmo entender melhor quem está a nossa volta. E quem precisa da nossa ajuda.

É só nos conhecendo melhor que vamos saber o que devemos, podemos, conseguimos mudar e melhorar na nossa própria personalidade. Só assim vamos ter nosso próprio controle. E é só depois de termos o nosso próprio controle que podemos pensar com mais empatia ao nosso redor. Quando você sabe quem você é, nada interfere na sua identidade. Nem mesmo os outros. E o seu comportamento não depende dos outros, pelo contrário, seu comportamento ajuda os outros a se encontrarem também. Porque deve ser horrível passar a vida inteira perdido de si mesmo.

E não, você não é as suas palavras na hora da raiva. Ou a suas dúvidas num momento de ansiedade. Sua insegurança quando está sob-pressão. Você é maior que tudo isso. Você é o que te faz sorrir e ser tão feliz que transborda, chega nos outros e ajuda eles se descobrirem também. Você é maior que  tudo isso que atrapalha, te deixa mal, te faz se sentir insuficiente. Você é suficiente, sim. Você só precisa se descobrir.

Se ouça verdadeiramente, e, por mais que seja complicado, mude o que você acha que deve ser mudado. No fundo você sabe exatamente o que é. 

 

 

Dear Anxiety

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Às vezes, eu fico tão ansiosa, mas tão ansiosa, que não consigo fazer nada. Eu não consigo escrever. Não consigo focar. Não consigo sair daquela situação de ansiedade que me deixa pior. E aí, quando eu acho uma solução, não consigo esperar o tempo certo para deixar que aquilo se resolva da maneira como tem que se resolver. Quase sempre meto os pés pelas mãos e pioro tudo. Ainda não aprendi, além da teoria, que existe um belo caminho andado entre o pensar, caminhar e acontecer. Porque existe.

Eu estou tentando me concentrar nesse caminho agora. Por mais que tenham coisas que eu quero muito que aconteçam e mais tantas outras que eu quero que mudem, pensar só nisso não vai me ajudar. As coisas tem um tempo certo. As coisas levam tempo. As coisas acontecem, sim, mas não de um dia para o outro. Uma flor que a gente planta, primeiro é uma raiz. E só depois de ser muito bem cuidada que vemos ela florescer.

A maioria dos meus erros até hoje foi porque me precipitei. Eu demorava tanto pra fazer às vezes que, quando realmente fazia, era por impulso. E, assim, não sei se vocês sabem, mas as coisas no impulso não dão muito certo.

Talvez eu esteja num momento de ter paciência, contar até três (ou cem) e não deixar a ansiedade tomar conta de mim. Por mais difícil que seja. Eu sou, sim, maior que ela. E, se vocês se identificam com algo que eu falei, saibam que também são. Muito maiores mesmo. A ansiedade é um monstrinho que todo mundo tem por dentro. Que pode até ser nosso amigo. Mas a diferença é que alguns alimentam mais e outros menos. Eu dava um banquete de café da manhã, almoço e janta. Por isso, pesou. Mas ultimamente tenho percebido que depende de mim, para isso tudo melhorar. Não alimento mais dessa maneira errada, nem a ansiedade, muito menos os meus medos. Tô educando todos eles, nada de perder o controle da situação, eu sou maior que isso. Nós somos.

Querida ansiedade, vai com calma porque eu estou tentando ir também.

 

Calma.

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Eu sei que algumas coisas deram errado. E que nem tudo foi como você planejou. Mas ficar comparando o passado com o futuro, ou com medo do passado se repetir, não vai ajudar em nada. Calma, respira, pensa e olha só pra você hoje.

Por mais que você não perceba, muitas coisas mudaram. Só o fato de você reconhecer quando um problema é maior do que deveria ser, já é um ótimo começo. Você cresceu e, apesar de não ser lá um exemplo de maturidade, aprendeu muita coisa.

Claro que você ainda tem muita coisa pra aprender. Tipo muita. Cê ainda quer aprender a ser mais responsável, a realizar seus sonhos, falar inglês fluente e não ter medo de amar. Mas não é assim que funciona. Não é do dia pra noite. Não se realiza um sonho grande do nada. Pronto, sonhei e realizei. Que graça teria? Tem que sonhar e sonhar muito. Tem que lutar. Tem que ver o valor que ele tem pra saber agradecer o suficiente quando ver ele bem diante dos seus sonhos, se realizando. Pois grandes sonhos se realizam aos poucos. Uma hora, de pedacinho em pedacinho, passo à passo, você chegou lá. A onde você queria estar. Realizando um que vai te trazer mais outros tantos. Junto com a felicidade real e não só por um capricho.

Eu sei, você tem medo. Muito medo. Muito medo mesmo. Mas não é por isso que você não é corajosa. Você já superou tanto. Aliás, olha isso. Olha o quanto você se superou. Você se superou demais. Então, todos os problemas que aparecerem, você vai saber superar. Confia em mim. Você fez isso antes.

Continua andando na rua como se estivesse num filme. Sorrindo e cumprimentando estranhos. Pensando na forma mais engraçada de resolve ros problemas. Criando playlists imaginárias com as suas músicas favoritas – e muito antigas. Vai vivendo sua vida como se fosse um livro. E se alguém, ousar, tentar tirar essa felicidade do seu rosto, atravessa a rua e continua seguindo seu rumo. Aquela pessoa não vai destruir a pessoa linda que você está aprendendo a ser.

Vai dar tudo certo.

Você não precisa estudar, não precisa melhorar, não precisa trabalhar, não precisa ser a melhor do mundo e provar pra todo mundo que tá tudo bem. Você precisa de calma. E a calma vai te levar no lugar certo, na hora certa, pra ser a melhor pessoa que você poderia ser. Ali, naquele momento, o momento certo.

Mais uma vez, digo de novo pra você entender: vai dar tudo certo.

Tem dado. Você só ainda não percebeu. Mas agora vai ver e entender.

Calma.

Se não escrevesse, não seria eu

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Eu sempre quis bater no peito e dizer: eu faço tudo sozinha. Por algum tempo fiz e ainda faço isso. Provavelmente ainda vou teimar com qualquer um que me ofereça ajuda, mesmo depois de escrever esse texto inteiro, porque a verdade é que tem uma hora que carregar tudo sozinha dói, mas dividir e se decepcionar também. Por isso eu prefiro carregar rudo sozinha.

Mas hoje eu só queria alguém pra abraçar e ouvir essa pessoa dizer que vai ficar tudo bem. Alguém que, por algum motivo, acreditasse tanto nisso que essa fé do outro lado me motivaria acordar melhor amanhã. Eu queria que fosse mais simples. Mas, como não é, eu vou continuar sendo forte por mim mesma e tentando fazer as coisas ficarem melhores mesmo sem nem saber por onde começar. Mesmo ainda fazendo um pouco tudo errado. Mas querendo acertar.

Mas sabe, eu sei que eu não tô sozinha, nessas horas eu sei que existe um Deus. Que por mais que eu ache que fique louco comigo, estou errada, Ele continua sendo Ele. Porque ele sabe de todas as coisas. E nada que eu faço surpreende Ele, ou faz com que Ele me ame mais ou menos. Ele sabe de todas as coisas, tudo tem propósito e motivo certo. E eu acredito muito que a força que eu busco pra não desistir tentar ser melhor e jogar tudo pro alto vem dEle.

Mesmo nos meus erros, Ele me ama. E por Ele me amar tanto é que insiste que eu melhore. Que tudo melhore. Por isso acontecem situações que eu ainda não entendo, mas que um dia vou entender, olhar pra trás, agradecer e saber que foi assim, do jeitinho que tinha que ser. O melhor pra mim. Pra todos nós. “Ele sabe qual é o plano.”.

Eu não tô sozinha, estou com Ele. Todos nós não estamos sozinhos, estamos com Ele. Com Deus. E ele cuida do melhor jeito de tudo pra nós muito melhor que nós.

Obrigada Deus!

Um pouco sobre tudo

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Fazia muito, muito tempo mesmo, que eu não pegava um notebook para escrever. Agora estou aqui, às 00:33 da madrugada, com um notebook na minha perna, deitada na minha cama. E, sim, eu deveria estar dormindo. Mas eu quero falar um pouquinho de mim e das coisas de vez em quando me pego pensando.

Tem muita coisa acontecendo, mas é como se eu não conseguisse sentir. Como se fosse realmente um furacão passando por perto, mas eu não consigo sentir o estrago, porque ele não passou do lado, só vejo suas consequências do que ela deixa. E eu não sei direito o que pensar, nem o que sentir, nem o que dizer, muito menos o que escrever. Mas tô aqui, escrevendo. Eu gosto dos meus textos assim.

Eu falei de furacão propositalmente, pois tenho lido e visto vídeos de pessoas que vivenciaram um momento bem triste e aterrorizante. Ao mesmo tempo que fico feliz, por ver que a maioria conseguiu ficar bem, fico triste, pois sei que alguns, infelizmente, sofreram e ainda estão sofrendo com isso.

No meio da minha tristeza me vem um sentimento de gratidão, afinal, mesmo sem a gente perceber, temos que ser gratos por não estarmos passando 1% desse susto e nem vivenciando esse momento triste. Não sei se você, que está lendo esse texto, já fez isso. Se não fez, faça. Agradeça.

Agradeça porque não foi você. Nem a sua família. Nem o seu cachorro. Nem a sua casa. Agradeça porque não foi na sua cidade, no seu pais, no seu estado. Agradeça porque hoje você acordou, estudou ou trabalhou, voltou pra casa e conseguiu ter um dia normal. Agradeça.

E que esse sentimento de gratidão mova no seu coração aquele sentimento de empatia. E que, por um minuto, você se coloque no lugar daquelas pessoas e perceba que mais do que motivos para agradecer, temos motivos para termos consciência e melhorarmos. Como seres humanos, não olhando só nosso próprio umbigo e desejando o bem daqueles que precisam. Ajudando como pudermos. E como cidadãos, fazendo o possível e impossível para uma sociedade com mais humanidade. Mas, principalmente prestando atenção no que a natureza quer falar pra nós.

Força!

 

O amor ama a autenticidade.

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Seja louca, descompensada e exagerada. Seja livre, desapegada e descomplicada. Seja autêntica, intuítiva e diferente.

Ou não.

Seja tímida, neutra e na sua. Seja complicada, fechada e de poucas palavras. Seja uma menina, uma mulher, uma moça.

Seja você.

Se teve uma coisa que eu aprendi, é que a gente cresce tentando se encaixar em padrões que ninguém precisava inventar. Você não precisa ser assim ou assado. Porque, no final das contas, bonito mesmo é ser quem você é.

Não vão te amar porque você fala alto ou baixo. Porque você é super desastrada ou mais cuidadosa. Porque você se veste igual as meninas da revista ou prefere o básico. O amor é verdadeiro e só acontece quando somos também. Quem te amar, vai sentir isso pelo que você realmente é.

O mundo vai te aceitar sim.

Mas se aceite primeiro.

Não se molde, se liberte.

Fácil de de ler.

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Eu sempre fui um livro. Mas ao contrário do famoso ditado, não o aberto. Mas também não todo fechado. Se alguém vê a capa e tem paciência de ler, me vê. E conhece os meus melhores e os piores lados, os fracos e fortes.
A capa sempre foi bonita. Não querendo dizer que eu sou bonita ou não. Mas sou feliz e espontânea. Eu sorrio, pulo e danço. Esse é o meu jeito. Eu sou um livro da capa alegre, assim como minha personalidade. Quem me vê de fora, me vê assim.
Acontece que, como toda boa história, eu tenho milhões de lados, fases e trechos. Mesmo com a capa bonita que representa lindas coisas para contar, tenho os meus momentos tristes. E muito tristes. O melhor dos livros é o exagero.
E todo esse exagero literário faz parte do que eu sinto. Eu sinto muito. Se é pra ser feliz, sou felizona. Se é pra sorrir,  faço isso até a bochecha doer. Se é pra curtir, curto até não aguentar mais e o pé latejar. Mas também, se é pra magoar, por mais que não demonstre, infelizmente, não precisa de muito. Se é pra chorar, transbordo. E se é pra ficar triste, murcho. Já até me dizeram isso, o que eu sinto é tão forte, mas tão forte, que tem o poder até de mudar o ambiente de algum lugar quando chego. Bem coisa de livro que faz a gente viajar sem sair do lugar mesmo, né? Eu sei.
O lado positivo é que todo bom livro, com todos os seus momentos, tem sua continuação. E, por mais que a história tenha pego um rumo que não gostamos em determinado momento, ela ainda pode nós surpreender. Aliás, se tem coisa melhor do que se surpreender com livros ou filmes, é se surpreender com a vida real. É por isso que não importa o momento que for, eu vou acreditar nos recomeços, nas continuações e momentos muito felizes.
Acreditar que o vilão pode virar o mocinho. Que a menina vira princesa. Que tudo fica bem. E que o medo vira amor. O medo, na verdade, é o mais importante da história. Ele a torna não só bonita, mas também interessante e nos mostra que sempre vale a pena tentar. Porque quando for a melhor hora para dar certo, vai dar. E vai ser maravilhoso. Tão bom, mas tão bom, que vai ter que virar história de livro mesmo. Porque tudo o que é bom é para se compartilhar.
As melhores histórias são sempre aquelas que a gente não dá nada, mas que logo nas primeiras páginas, fazem a gente abrir a boca e pensar: por quê eu não li isso antes?
A vida também é assim.

 

Eu me acostumei a ser sozinha

Eu me acostumei a ser sozinha desde sempre. Antigamente não sabia onde havia começado isso de me dar bem com a solidão e me achar auto suficiente pra tudo. Mas hoje, pensando nesse texto, eu lembrei.

Começou quando eu era bem pequena e os meus pais tinham que viajar muito. Eu ficava com os meus avós. E não, não estou reclamando. Mesmo que eu não lembre direito da época, sei que foram uma das melhores fases da minha vida. Os meus avós cuidavam de mim muito bem e me ofereciam tudo de bom e melhor. Mas, com isso, eu meio que me acostumei a não ter as duas pessoas que mais amava na terra do meu lado a maior parte do tempo. Antes de dormir ou depois de acordar. Me acostumei com o “boa noite” através de uma ligação e um “Feliz Natal” num cartão que tocava música quando eu o abria. E isso, de certa forma, me fez perceber que o amor não era sempre estar perto, mas estar presente e que às vezes estar sozinha pode te deixar forte. Mesmo que na hora seja ruim e que você não consiga entender direito. Por exemplo: sempre quando eles iam embora, eu chorava muito nos primeiros dias, mas depois, mesmo que ainda sentisse falta, já conseguia seguir em frente sem lembrar tanto. Isso é o que a vida faz com tudo depois cada momento de dor ou solidão. Ela fortalece.

Outra situação parecida, foi quando eu tinha uns 14 anos e tive que me mudar de cidade. Deixar minha casa, meus amigos, minha rotina e tudo o que eu havia construído para ir para um lugar novo. Que, inclusive, tinha tudo para me oferecer de melhor, mas que eu não sabia aproveitar direito por me sentir sozinha demais. Se eu admitia isso na época? Não. Os meus amigos nem imaginavam. A minha “fortaleza” me fazia parecer bem e sorrir todos os dias. Mas no fundo eu estava um caco. Só que eu entendia que não podia culpar ninguém por aquilo, não seria justo e nem bonito da minha parte ficar dividindo meus problemas com alguém que não tem nada à ver com isso e está a km de mim. Sei que é isso que os amigos de verdade fazem. Mas entre ter amigos de verdade e ser forte, naquela época, a minha escolha foi parecer a segunda opção. O que foi bem ruim, porque a dor ao invés de passar, piorava.

E, se você prestou bastante atenção, consegue entender que existe uma leve diferença entre um tipo de solidão e a outra. Sei que é estranho dizer, mas é verdade. E o fato das pessoas não prestarem atenção nisso é o que faz as nossas dores parecerem piores do que realmente são.

Da primeira vez eu não escolhi ficar sozinha. Eu tive que ficar. E, mesmo sendo bem nova, precisei ser forte para lidar com isso. Já na segunda não. Mesmo que não fosse fácil, eu escolhi a solidão sem nem tentar dar chance para algum sentimento bom. Eu escolhi não só estar sozinha, mas me sentir também.

É essa a grande diferença. Entre estar sozinha e se sentir sozinha. Você pode estar cercado de pessoas e se sentir só. Ou dentro do seu quarto e se sentir bem. Porque uma das maiores verdades dessa vida é que tudo depende da maneira que a gente sente.

Eu mesma, que me fiz tão de forte e durona, um dia desabei. Gastei toda a minha força atoa e quando realmente precisei dela não tinha base nenhuma. Por  isso aos poucos fui caindo, sem armaduras, máscaras e admitindo tudo o que eu sentia de verdade. O máximo que eu conseguia. Não preciso dizer que deu ruim também, né? Porque deu.

Eu esperei encontrar apoio em outros pilares que não fossem só meus. E ajudou? Um pouco. Mas não resolveu nada do que eu sentia. Foi aí que eu entendi o que era ser forte de verdade. E que é necessário um equilíbrio. Pessoas fortes também sentem, choram, sofrem, mas elas entendem que nem tudo vale o cinco minutos a mais de choro, sofrimento  até mesmo um drama.

Ser forte é se sentir suficiente de dentro pra fora. É saber, de verdade, que a única pessoa que pode resolver seus problemas é você. E é meio óbvio, que se você tiver fé, ajuda muito. Mas é necessário que você também acredite em você. Que você pode. Você consegue. Afinal, a realidade é que tudo passa. Então, quanto menos você tirar de coisas ruins e aproveitar mais das coisas boas, melhor.

Não coloque expectativas nos outros. As pessoas são falhas. Não conte com pilares alheios se às vezes nem o seu mesmo você dá conta de segurar. Se você não dá conta de segurar, por quê os outros dariam? Somos todos falhos. Pense nisso.

Entenda que gostar de estar sozinha é descobrir que a sua própria companhia te satisfaz. Que tem problemas que são realmente seus e ninguém vai conseguir resolver por  você. Cada pessoa é um mundo. E também entenda que você é a única responsável pela sua felicidade. Não espere ela vir em forma de uma surpresa, de um boa noite especial e nem nada. É muito legal se isso acontece? É, mas não se permita depender disso para sorrir. Porque se sentir sozinha sim é ruim, mas gostar de estar sozinha é ter se tornado alguém que você gostaria de ter do lado e saber aproveitar sua própria alegria das melhores formas possíveis, sabendo dividir quando for realmente necessário e for te acrescentar em algo.

 “Enquanto você esperar dos outros uma felicidade que só você pode se dar, você sempre vai se frustrar.”

Lembre-se que o que é pra ser reciproco não se cobra.